Prezado Leitor,

Neste canal de comunicação nos dedicamos a ensinar lições importantes de como formar o pensamento para a conquista da independência financeira.

Quando você conseguir acumular um montante de dinheiro já se perguntou como será para administrar o que se acumulou ? “The Society of Actuaries (SOA)” entidade que estabelece o padrão mundial para a profissão de atuário acaba de divulgar um “paper” que mostra o desafio que é fazer a gestão dos recursos acumulados quando se está na eminência de parar de trabalhar.

Existem dois grandes problemas aos que estão nesta fase que são:

1 – Gastar demais e o dinheiro acumulado não ser suficiente para manter o estilo de vida pela vida inteira.

2 – Não viver de acordo com as suas possibilidades por medo dos recursos acabarem e assim estabelecer um padrão bem abaixo da sua real possibilidade de vida.

Diante dos dois extremos, como conseguir estabelecer um padrão correto para se viver, de forma que você aproveite precisamente todas as possibilidades que a vida pode te proporcionar e que permaneça a tranquilidade de que você terá dinheiro pela vida inteira.

Um dilema e tanto nos dias de hoje e para se ter esta certeza muitas variáveis entram nesta conta e é ai que mora toda a dificuldade de se estabelecer estas contas corretamente.

As dificuldades desta matemática são enorme e aqui listarei algumas perguntas que precisarão ser minimamente estabelecidas, bem como algumas outras variáveis subjetivas deverão ser colocadas neste contexto afim de dimensionar algum tipo resposta.

As perguntas mínimas são:

1 – Como será sua saúde em idade avançada, será que você terá algum gasto adicional com sua saúde ainda não dimensionado ?

2 – Será que as taxas de juros projetados para todo o período em recebimento de benefício se realizará precisamente com o projetado ou performará abaixo do esperado ?

3 – Será que o governo criará algum tributo no futuro que você não contava e isto impactará suas reservas ?

4 – A inflação do período correrá da forma com que você projetou ou performará acima do que imaginava e corroerá seu poder de compra ?

5 – Quando seus bens materiais duráveis precisarão de manutenção e quanto isto custará ? Será que precisarão ser substituído e você reservou algum recurso para isso ?

6 – Quanto anos você viverá com os avanços da medicina e o aumento da longevidade? Seu dinheiro conseguirá ir até o final da sua vida ?

Estas são algumas perguntas básicas que nortearão sua realidade na data de entrar em benefício e se isto for de certa forma mal dimensionado, impactará fortemente sua qualidade e estilo de vida. Por isso reforço o quão difícil é fazer esta matemática de forma a não viver abaixo ou acima das suas possibilidades.

A Society of Actuaries demorou alguns anos em pesquisa para tentar dimensionar todas estas variáveis e tentar estabelecer um modelo de gerenciamento de benefícios no qual o individuo conseguiria minimizar alguns dos impactos citados e perpetuar seus rendimentos até o fim da vida.

O Modelo não é preciso, porém aproxima bastante ao que seria ideal ao individuo comum gerenciar suas reservas afim de ter uma vida equilibrada e sem sobressaltos na velhice.

Uma das funções que eles chegaram refere-se a uma regra de consumo das suas reservas baseados em uma expectativa de vida, contudo esta regra não contempla algumas das situações emergências citadas acima.

Das observações dos números acima que merecem atenção é o fato de que o percentual da última coluna, refere-se a uma aplicabilidade anual, ou seja, caso você tenha uma reserva qualquer aplique este percentual e veja o quanto você poderá gasta-la anualmente. Outro ponto importante refere-se a expectativa de vida associada a este estudo, aqui quando somamos a idade ao tempo de recebimento de benefício, teremos uma idade projetada de no mínimo 96,8 anos de vida. Isso significa que já se contempla uma longevidade bem maior do que os números que temos hoje divulgados pelo IBGE.

Alguns pontos importantes deste estudo merecem destaque. O primeiro deles se relaciona ao estilo de vida que cada individuo tem. Este ponto é um dos pilares para as projeções citadas acima, espera-se que os que irão chegar nesta idade projetada, tenham um estilo de vida mais saudável do que o padrão médio da população.

O segundo ponto diz respeito ao nível de atividade física e mental, em muitos momentos o estudo cita que indivíduos podem inclusive trabalhar de forma parcial, sejam para gerar renda parcial e postergar a utilização dos seus recursos ou gerar atividades intelectuais afim de prevenir o surgimento de doenças relacionadas a baixa atividade mental.

Pelo exposto até aqui, vimos uma complexidade grande que norteia a decisão de parar de trabalhar.

A pergunta que faço agora é qual instituição financeira, ávida pelos seus recursos, te ajudará a ter as melhores escolhas no momento de maior ruptura de sua vida? A resposta é nenhuma. Todas te querem na fase de acumulação e não na fase de retirada, você estará sozinho nesta, infelizmente.

Não estou desincentivando a independência financeira, pelo contrário, contínuo convicto de que é o melhor caminho. Porém terão momentos de navegação solitária na sua jornada dentro da liberdade conquistada.

Uma solução para este problema poderia estar em uma assessoria financeira profissional. Porém ressalvarei dois aspectos importantes:

1 – Nem todas as pessoas terão recursos para pagar por este serviço nesta fase, frente ao que acumulou.

2- O modelo de remuneração da grande maioria senão a totalidade dos assessores estão baseados em comissão sobre os investimentos indicados e captados, e é ai que o problema aparece, seu assessor não necessariamente vai te indicar o mais adequado a sua fase e sim o que gera mais retorno  de comissão. Achar alguém com genuíno interesse na sua situação até existe, porém será como achar uma mosca branca, bem difícil. O sistema o predispõe a ver o interesse dele a frente do seu.

Como minha missão é ajudar o maior número de pessoas possível a tomarem as melhores decisões financeiras, citarei os pontos que você deve ter em mente antes de parar com sua atividade remunerada atual.

1 – Avalie o estilo de vida que se quer levar, e veja se você está fazendo as melhores escolhas com relação a sua saúde física e financeira agora.

2- Pondere que você poderá viver bastante e coloque uma margem de segurança afim de não ficar sem recursos em idade avançada. A tabela acima pode te ajudar bastante a ter esta noção.

3 – Projete seu custo de vida baseado no estilo de vida escolhido e em uma longevidade.

4 – Crie um fundo de emergência para alguns imprevistos que possam ocorrer.

5 – Cogite a possibilidade de alguma atividade parcial após parar oficialmente, pois isto pode te gerar alguma renda, além de fazer bem para suas reservas e sua mente.

6 – Avalie também correr alguns riscos nos seus investimentos na fase de retirada, com a longevidade talvez seja um caminho que será necessário afim de manter seu poder de compra ao longo dos anos.

7 – Reserve recursos para momentos de lazer, afinal esta será a fase em que você terá mais tempo para desfrutar.

Caso você planeje sua transição com todas estes itens citados em consideração, tenho certeza que você terá uma vida plena de alegria e tranqüilidade.

Supere quaisquer medos que possam aparecer na hora da transição e desfrute ao máximo da vida que você escolheu.

Conte conosco para te ajudar sempre a ter a clara visão do que esperar pela frente.

Boas escolhas!!!

0 comentário em “Seu dinheiro, sua Saúde e as verdades que não te contam!

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