Estamos no inicio do crescimento da curva de contágio do corona vírus no Brasil e os impactos econômicos já são muito forte na economia real em todo o mundo.

Os Estados Unidos já batem recorde de solicitação de auxilio desemprego. Por nossas terras temos 38 milhões de trabalhadores que dependerão da ajuda do Estado brasileiro para poder sobreviver. Tudo isto diante de um cenário com poucas perspectivas de melhora de curto prazo que gerem a retomada da normalidade na vida e no trabalho.

No nosso modelo econômico atual muitos brasileiros, trabalhadores, só conseguem gerar renda suficiente para prover as necessidades básicas de sustento da vida cotidiana, ou seja, esta parcela da população literalmente depende de trabalhar hoje para comer amanhã. Para estes trabalhadores existe uma dependência direta da retomada da atividade econômica, ou seja, o mundo do trabalho tem que voltar a funcionar como antes, para voltarem a ter sua vida e dignidade restabelecida.

Alguns outros conseguem ter renda um pouco superior aos seus custos básico de manutenção cotidiana. Para estes, em teoria, o tempo da retomada poderia ser um pouco mais prolongado até a volta da normalidade em função deste excedente de renda.

Obviamente existirão aqueles que vão conseguir se manter por um longo período de tempo sem que a economia precise retomar seu curso natural. Estes conseguem ter renda passiva ou investimentos financeiros suficiente para custear suas despesas por longos anos sem qualquer necessidade de retomada econômica.

O que quero dar destaque são para as pessoas que dentro de uma normalidade econômica conseguem gerar um leve excedente financeiro sobre suas necessidades básicas. O que eles tem feito com este excedente? Será que possuem alguma reserva financeira? A resposta é que a grande maioria não tem reserva alguma e isto os coloca no mesmo grupo dos que dependem da retoma urgente da economia.

Os tempos atuais mostram que graves crises podem assolar nossas vidas de maneira inesperada, impactando com extrema velocidade o cotidiano. Quando isto ocorre surgem os sentimentos de insegurança, impotência, despreparo e por fim traz o desespero. Somos dependentes de suprir os custos diários de nosso bem-estar e dos que pertencem ao nosso núcleo de conviveu, e quando isto não nos é permitido, por motivo de força maior, acabamos frustados e podemos mergulhar em angustia e sofrimento.

O que podemos ter certa tranquilidade é que os ventos soprarão favoráveis daqui a um tempo, pois todas as crises passam, o decorrer da história tem mostrado isso e agora não será diferente. Sendo assim, mais cedo ou mais tarde, vamos retomar nossas vidas e revigorar nossas esperanças em tempos melhores.

Quando a retomada acontecer, faça dos dias atuais um grande aprendizado de como lidar com tempos difíceis e incorpore um modelo para fazer frente aos tempos de dificuldades que invariavelmente virão novamente.

Desde de que nos estabelecemos como sociedade vivemos ciclos de prosperidade e crises. Na bonança não acredite que ela será eterna e na crise não pense que ela nunca terá fim. Crie sua própria estratégia para conseguir ficar bem entre os dois universos distintos e opostos.

Portanto, crie seus mecanismos de proteção financeira e o faça no momento de prosperidade, gere sua poupança para tempos de incertezas como os atuais. Fazendo isso, quando os novos ciclos de crise surgirem você estará bem mais pronto para enfrentar a situação adversa.

Ninguém corre bem uma maratona sem treinar, a prática do aumento gradual das distâncias vai trazendo o preparo para o desafio dos 42 km. Por isso, ninguém estará pronto para a próxima crise sem a disciplina de poupar. Inicie sua preparação financeira, pós crise, e aos poucos estabeleça suas reservas e as aumente gradualmente até atingir um valor considerável.

A medida do limite desta preparação será medido quando você dividir suas reservas financeiras pelo seu custo de vida e o resultado mostrar que conseguiu alguns belos anos de conforto financeiro. Com isso a próxima crise pode ser de curta, média e longa duração, seu tranquilidade não será somente no lado financeiro, mas e principalmente no aspecto psicológico.

Boa reflexão !!

0 comentário em “Tempos de vacas magras!

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