A crise tem trazido à tona grandes momentos que antes estavam encobertas pela velocidade do nosso ritmo de vida e pela rotina diária.

A primeira grande lição que a crise nos trouxe é a clara demonstração de quanto somos dependentes das relações humanas, como é importante estar perto de quem gostamos, de poder conversar perto, de rir juntos e saber que temos com quem contar.

A segunda grande lição é a demonstração do quão dávamos importância a coisas secundárias e nos esquecíamos das primárias. O carro, a bolsa, o sapato e etc…. todas estas coisas agora passaram para um segundo plano momentaneamente e nos fez repensar sobre seu real significado em nossas vidas.

Os modelos econômicos de todos os países lutam para manter a chama do consumo acessa em nós, todos preparam baterias de ações para o período pós quarentena. Seremos massacrados por ações de marketing e/ou promocionais na expectativa da volta à normalidade, o grande medo dos economistas é que arrefeçamos as ambições de outrora e que isso possa desacelerar as economias no mundo todo.

A terceira grande lição, na qual me estenderei um pouco mais neste texto, é a capacidade de poupança que possuímos para momentos de incertezas e volatilidades.

O modelo econômico mundial demonstra minimamente que precisa de alguns ajustes. A sociedade na qual todos estamos embarcadas não demonstra a menor capacidade de poupança em termos coletivos. Os indivíduos não possuem recursos financeiros para suportar períodos de escassez. As economias de todo o mundo estão freando e isto de uma maneira geral é péssimo em termos de bem-estar econômico, geração de emprego e circulação de dinheiro no mundo.

O que estamos aprendendo com isto tudo?

Que consumo e poupança tem que caminhar lado a lado em nossas vidas. Não adiante estarmos vivendo a plenitude do consumo e bem-estar com todas as facilidades ao nosso alcance e sem capacidade financeira para absorver choques.

Também não tem sentido viver com baixíssimo consumo em função da construção de segurança financeira e fazer com que o mundo tenha pouca atividade econômica, pois isto se refletirá em desemprego e crises econômicas.

Precisamos achar o equilíbrio entre o que de fato é importante para nós em termos de consumo e sustentabilidade, e construirmos paralelamente um alicerce financeiro para suportar este consumo de forma racional e por longo prazo, independente do momento econômico e das crises que possam nos assolar.

Talvez o grande legado que o momento atual vai deixar sejam as reflexões que estamos fazendo do nosso modelo de vida pré crise e o que faremos daqui para a frente como fruto desta consciência. Aqui ficam algumas questões para tentarmos pavimentar este novo caminho que se pautará pelo o que realmente terá importância daqui em diante.

Quais lições estão nos fazendo rever nossas crenças na vida anterior a crise e o que estamos aprendendo com elas.

O que faremos diferentes após a crise, o que faremos de novo, o que deixaremos de fazer.

Como nos relacionaremos com pessoas, consumo e dinheiro daqui pra frente.

O aprendizado molda nossas vidas e nos faz diferente em todos os sentidos. Por mais duras que as lições atuais possam estar sendo, expondo nossas fragilidades humanas, também nos ensinam a sermos fortes e solidificar valores antes subestimados e também estabelece novas crenças e um novo olhar para a vida.

Lembro de um ditado que diz: “O mar revolto é que faz um bom marinheiro” assim traço um paralelo para dizer que “as dificuldades que estamos vivendo é que nos farão pessoas melhores”.

Boas reflexões e fique em casa !

0 comentário em “O que realmente importa !

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: