A vida profissional em tempos de home office tem sido um grande desafio.

As crianças, o cachorro, os afazeres domésticos, o trabalho, tudo isso integrado tem criado uma grande confusão entre o que é profissional e o que é pessoal. O trabalho se estendeu além dos limites que eram praticados nos escritórios e com isso o tempo dedicado as atividades pessoais ficou escasso. Muitos profissionais estão trabalhando de casa, mas com a sensação de estarem totalmente ausentes do lar, não tendo tempo para acompanhar quase nada do que acontece na rotina diária. As pessoas de convívio próximo tem sentido este distanciamento mesmo todos estando no mesmo local físico.

A rotina de idas e vindas ao escritório tem ou tinha suas vantagens e desvantagens, bem como o atual modelo de home office. Qual seria a melhor combinação entre ambos?

O escritório traz (ou trazia) um limite bem estabelecido para a vida profissional, enquanto no home office isto ainda está em processo de construção. Muitos profissionais tem se queixado a respeito dos limites para a jornada remota. De fato isto ainda é muito recente e carece de definição de toda espécie, seja no âmbito interno das empresas e seja na legislação que rege o trabalho.

O quanto esta falta de regramento tem impactado sua vida?

Estamos felizes com o modelo atual ou o nível de stress aumentou consideravelmente, nos sentimos mais dispostos com nossa rotina de trabalho ou muito mais cansados que no modelo anterior. A quanto de pressão estamos submetidos e o quanto as organizações estão trabalhando para equilibrar a saúde física e mental dos seus colaboradores. Os níveis de produtividade subiram ou caíram, o quanto conseguimos nos sentir integrado aos colegas e a organização trabalhando a distância? Este é o modelo de trabalho que queremos ou preferíamos o antigo? Temos muitas perguntas retóricas…

O mundo mudou e talvez não tenhamos mais o modelo tradicional de outrora que estávamos habituados. Existe uma probabilidade de caminharmos em direção a uma forma de trabalho hibrida, com dias de presença física e dias de contato virtual e/ou remoto, ou também poderemos ir em direção ao contato meramente remoto, como muitos profissionais estão trabalhando atualmente.

O novo chegou e com ele o dilema entre querer a mudança e não ter opção sobre ela. O fato é que todos nós estamos ou estaremos em processo de adaptação e como todo processo desta natureza, uma zona de desconforto grande se instala ou se instalará e estaremos profundamente inseridos nela.

A grande síntese sobre todas as mudanças que teremos que fazer face se resume a uma simples questão: O que queremos ter como relação de trabalho? Que vida planejamos ou desejamos?

A aceitação da mudança está intrinsicamente ligada ao tipo de vida que desejamos, estabelecemos como ideal, ou a força da necessidade, seja ela qual for. Isto moldará nossas ações, nossas ambições, nossa tolerância, nossa resiliência, nossas questões financeiras e principalmente nossas relações profissionais e pessoais.

O que nos dá sentido determina nossas escolhas, se queremos servir, ajudar, criar, ressignificar, desfrutar ou somente encontrar paz e tranquilidade.

Olhando para a vida escolhida ou desejada, nosso propósito e/ou nossas necessidades, estamos livres ou presos a tudo que nos circunda atualmente, nosso trabalho, nossas relações profissionais e pessoais?

O modelo de vida que estabelecemos exerce um peso enorme sobre como, a quem ou ao que ficaremos vinculados. A carga das nossas escolhas é enorme e por isso devemos sempre perguntar, estamos agindo conscientemente ou baseado em modelos pré-estabelecidos? Ou ainda agindo conforme a expectativa do que acreditamos que esperam de nós? Seja qual for a sua vida atual, pare e reflita no que faz sentido de verdade para você. Qual modelo seguir de forma absolutamente consciente.

Ter consciência sobre o que se quer já é um enorme salto qualitativo na vida e após isto um planejamento de como chegar ao desejado te colocará em um seleto grupo de pessoas que agem não indo com a força dos acontecimentos e sim ajustando-os para a direção desejada.

Agindo assim, você entenderá que a pressão e a desmotivação com a situação atual é temporária e transitória, sua vida vai encontrar muito mais sentido e por consequência ficará um pouco mais leve.

Busque sua liberdade e faça dela uma mola propulsora de motivação e afinco. Educação financeira ajudará a chegar mais rápido ao que se quer, pois uma base financeira sólida pode gerar uma segurança maior no processo de decisão para mudanças almejadas.

Como diz Ray Dalio não faça do dinheiro um propósito de vida em si, mas saiba que ele pode te ajudar bastante no seu propósito.

A liberdade literalmente tem um preço!

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